sábado, 19 de fevereiro de 2011

Selos

Selos que ganhei e guardo com muito carinho.


Esse selo eu ganhei da Talita, do blog Palavras ao Vento (http://tatapalavrasaovento.blogspot.com/)

De Isa, do http://a-vida-de-isa.blogspot.com/

De Talita, do http://tatapalavrasaovento.blogspot.com/

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Happy day

Hoje acordei feliz, muito feliz...Contrariando as coisinhas do cotidiano que teimam em incomodar, como uma bomba hidráulica com defeito e poucas horas de sono, levantei repetindo o Caio Fernando Abreu: "Que seja doce, que seja doce, que seja doce..."

E foi. Mesmo as coisas mais azedas não conseguiram me tirar esse sabor. Doce. Resiliência, como diria a minha amiga Selma. Paz, como eu diria. Não que os outros dias tenham sido amargos, ao contrário. Mas esse é especial, talvez porque seja HOJE, simplesmente.



E assim tem sido. Doce. Doce. Doce.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Quase - Sarah Westphal


Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Sarah Westphal

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Você acredita?

.

Dia desses, uma pessoa que mora próximo à minha casa fez, de forma bastante educada, umas reclamações a respeito meu filho. Me pediu que conversasse com ele, pois ele havia feito uns comentários desrespeitosos em uma ocasião anterior.

Embora surpresa, pois conheço um pouquinho da minha cria, considerei a possibilidade por conta da quase pré adolescência e a tal rebeldia típica. Um misto de irritação prévia e dúvida passeavam pela minha cabecinha hiperativa quando lembrei daquele texto que circula muito pela internet, que fala da importância de fechar a boca e abrir os braços em algumas situações. O meu filho não costuma agir assim, então antes de mais nada eu decidi acreditar nele apesar das evidências.

Falei sobre o assunto e ele ficou muito surpreso, negou que isso tivesse ocorrido e pediu para irmos juntos falar com a pessoa que havia feito a reclamação. Nesse momento senti no meu coração que havia feito a coisa certa. Mais ainda quando ele, com os olhos cheios de lágrimas, me falou:
Ainda bem que você acredita em mim
. Como isso me doeu, pois num primeiro momento cheguei a considerar a possibilidade...

Não senti necessidade de conversar com a pessoa em relação ao ocorrido, pois para mim estava tudo muito resolvido. Ainda assim encontrei-a por acaso no mesmo dia, e ela, ao observar o meu filho que estava mais à frente, se desculpou porque o havia confundido com um outro garoto que mora próximo e realmente é bem parecido com o meu filhote.

Não fiz nada, não disse nada...Mas naquele dia o abraço de boa noite teve um gosto diferente, uma cumplicidade que se juntou a esse amor tão indescritível e infinito.

Não existe fórmula para criar filhos, então nos lançamos diariamente ao desafio de dosar amor, limites, confiança, respeito, regras. Ufa! Não é fácil, mas quem disse que o amor tem que sê-lo?

domingo, 6 de fevereiro de 2011

VOCÊ TEM EXPERIÊNCIA?


Texto antigo, mas muito atual


No processo de seleção da Volkswagen do Brasil, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta: 'Você tem experiência?'

A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e com certeza ele será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia e acima de tudo por sua alma.

Redação Vencedora:

Já fiz cosquinha na minha irmã pra ela parar de chorar.
Já me queimei brincando com vela.
Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto.
Já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo.
Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista.
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.
Já passei trote por telefone.
Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.
Já roubei beijo.
Já confundi sentimentos.
Ja peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro.
Já me cortei fazendo a barba apressado.
Já chorei ouvindo música no ônibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que eram as mais difíceis de esquecer.
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas.
Já subi em árvore pra roubar fruta.
Já caí da escada de bunda.
Já fiz juras eternas.
Já escrevi no muro da escola.
Já chorei sentado no chão do banheiro.
Já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já corri pra não deixar alguém chorando.
Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado.
Já me joguei na piscina sem vontade de voltar.
Já bebi uísque até sentir dormente os meus lábios.
Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso.
Já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.
Já apostei em correr descalço na rua.
Já gritei de felicidade.
Já roubei rosas num enorme jardim.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um 'para sempre' pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol.
Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.

Foram tantas coisas feitas...

Tantos momentos fotografados pelas lentes da emoção e guardados num baú, chamado coração.
E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: 'Qual sua experiência?' Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência... experiência... Será que ser 'plantador de sorrisos' é uma boa experiência? Sonhos!!! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: Experiência? Quem a tem, se a todo o momento tudo se renova?

(Publicado no jornal interno do RH - Volkswagen do Brasil - nome do candidato não mencionado)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Que seja doce


Caio Fernando Abreu

"Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce.

Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante.

Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada. Ninguém perguntará coisa alguma, penso. Depois continuo a contar para mim mesmo, como se fosse ao mesmo tempo o velho que conta e a criança que escuta, sentado no colo de mim(...) "

Os dragões não conhecem o paraíso -Caio Fernando de Abreu

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Um selinho!!!


Ganhei um selinho da querida Isa, cujo blog visito diariamente para acompanhar a sua escrita dinâmica e bem humorada. Obrigada, flor!


http://a-vida-de-isa.blogspot.com/