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domingo, 30 de janeiro de 2011

Ai, ai...


Depois de mais de um mês de férias, está chegando a hora de voltar ao batente. Como numa ampulheta, o tempo passou rapidinho, escorrendo sem que se pudesse evitar.

Um mês legal e cheio de transgressões as mais diversas: dormir bem tarde e até muuuito tarde, uma dieta que arrancaria os cabelos de qualquer nutricionista, a liberdade de acordar sem planos e deixar que o próprio dia indique a programação, jogar as caminhadas para o espaço, conversar besteiras madrugada afora com a prima que mora aqui na esquina pela net. Dias de família, praia, sol, cinema, livros, músicas, amigos e tudo de bom.


O resultado é um relógio biológico doido, mais quilos sobrando \o/, uma preguiça infinita de fazer qualquer coisa que cheire a rotina.

Se as férias durassem o ano inteiro será que perderiam a graça? Acho que não, sei lá...

Mas, já que esses dias são finitos, vou aproveitar e treinar algo tão com cara de dia a dia. Vou planejar e deixar registrado aqui para ver se consigo cumprir:

-Começar uma dieta (por que será que coloquei em primeiro lugar, hein?).

-Desenvolver o hábito de dormir mais cedo.

-Retomar as caminhadas.

-Curtir os dias de rotina até que cheguem as próximas férias e eu escreva aqui um post cheio de sol, mar, cama e calma.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Ciclos


Inicia-se o novo ano que traz consigo novas ideias, esperanças, planos os mais diversos. Fecha-se um ciclo para dar lugar ao novo, e isso é bom.

Não que o anterior tenha deixado a desejar. Fazendo um balanço de tudo o que vivemos em 2010 percebo que o saldo foi bem positivo, à medida que passamos a valorizar as coisas que realmente valem a pena. Mesmo as coisas que consideramos negativas são extremamente necessárias para não perdermos a capacidade de olhar o outro, de nos indignar, de reagir.

Os almoços barulhentos, encontros, visitas, presentes, fotografias, risadas,beijos, bilhetinhos pela manhã, telefonemas de preocupação ou alegria, criançada correndo. Eu chamo isso de família.

Mil e-mails para responder, telefonemas, visitinhas, queixas da sua ausência, passar quinze dias combinando um encontro de tres horas, afeto, festinhas. Eu chamo isso de amizade.

As reuniões, a preocupação com a sua ausência, o louvor, o compartilhar de alegrias e de dores. Eu chamo de irmandade.

O caos em meio a risadas, as perguntas inusitadas, o cansaço no fim do dia. Eu chamo isso de escolha profissional.

As discussões acaloradas, notícias nos jornais, fóruns, debates, encontros. Isso eu chamo de militância. E de cidadania.

A torneira quebrada, o pão quentinho, a cama desfeita, o banco no jardim. Isso eu chamo de lar.

Felicidade é ter algo o que fazer, ter algo que amar e algo que esperar. (Aristóteles)