
Recentemente tive o desprazer de presenciar atitudes mais do que sem respeito com as pessoas. Isso por parte de um guri que ainda não tem treze anos! O que me causa espanto, no caso citado, não é a atitude do menino em si (porque meninos de treze anos ainda vão levar 'lapadas' da vida para aprender muitas coisas, se não resolverem melhorar por conta própria). O que me espanta é a indiferença dos pais diante dos fatos presenciados por muitos.
Não que eu, mãe de um pré adolescente, tenha a ilusão de que a mera interferência da família vá solucionar os problemas. Mas é preciso que se faça alguma coisa, não dá pra ficar parado olhando um filho que agride verbalmente quem quer que seja, independentemente de idade, de conhecer ou não a pessoa. Se a famíla interfere, conversa, tenta conscientizar, buscar orientação profissional, é outra história: que se tenha a consciência de dever cumprido, de não ter desistido do outro por achar que ele não tem mais jeito.
E me preocupou a 'plateia' de meninos e meninas ao seu redor enquanto ele explicava, entre outros absurdos, como se faz bullying na escola, 'escolhendo os meninos menores que estão na fila da lanchonete, ameaçando-os com gritos e palavrões até que eles saiam e vão para o final da fila. Várias vezes até as aulas recomeçarem e os meninos não conseguirem lanchar'.
Se fosse um menino com situação social de risco, haveria quem argumentasse que era por conta da exclusão social, da miséria, etc, etc, etc. Mas ele e seus amigos são crianças de classe média alta, com acesso às melhores escolas, cursos, viagens (e pelo jeito sem acesso a diálogo, atitudes de respeito, limites)...
Me doía ver como jogavam embalagens e palitos de picolé, papeis de bombons e tudo o que se possa imaginar no chão, como se o zelador fosse escravo deles. Será que existe, ao menos nas escolas caras onde estudam, orientações sobre educação (doméstica e ambiental)???
Volto a dizer que não acho que os pais interferindo pudessem mudar as coisas de forma mágica, mas ficar olhando esses absurdos é, no mínimo, o que os pais de incendiários de índios e mendigos e torturadores de negros, gays e outras minorias fazem/fizeram.
Qualquer um de nós está sujeito a enfrentar problemas parecidos com filhos. Mas que ao menos se plante sementes boas para que eles possam decidir se querem colher ou não.
Desculpem o post amargo, mas hj só penso naquela frase tão comum e verdadeira:
PARA O MUNDO QUE EU QUERO DESCER!!!!!!!!!!!!




